Estava eu no salão semana passada e, entre uma pausa e outra, li uma reportagem sobre a "Droga do amor", publicada na Superinteressante ed. 311. Lá dizia sobre o hormônio responsável pela paixão e, consequentemente, pelo bem estar do casal. Portanto, os cientistas chegaram a conclusão de que quando a concentração deste hormônio diminui, a probabilidade dos casais se desentenderem aumenta muito. Assim, a droga do amor viria evitar que isso acontecesse ou, em outras palavras, prolongar a vida útil da união, já que a droga dá essa sensação de relaxamento e bem estar.
Confesso que fiquei um pouco assustada ao final do texto. Perguntas me invadiram a mente. Então é isso? É assim que a humanidade vai resolver seus problemas pessoais? Ora, vamos nos apoiar em mais uma droga feita sob medida para resolver todos os seus traumas e complexos que te acompanham desde sempre! Vamos, comprem! É muito simples acabar com todo o seu sofrimento, basta você ter dinheiro e adquirir este sensacional produto!
E assim caminha a humanidade... Mais um remédio para que nos aturemos. Percebam o verbo que usei: aturar. Segundo o dicionário, aturar significa tolerar, suportar, sofrer. E não é assim que as pessoas tem agido, como se viver fosse um fardo muito pesado? Sinto lhes informar (e decepcionar), mas o fim do mundo não será literal, e sim metafórico. Muitos estão a esperar terremotos, tsunamis e inundações que dizimem a população de uma só vez. Porém, o homem tem morrido pouco a pouco todos os dias sem que ninguém se dê conta. Cavou a própria sepultura quando trocou o "conviver" pelo "aturar".
Comentários
Postar um comentário